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Homocisteína

By Dezembro 30, 2020No Comments

Alguma vez doseou os níveis de homocisteína no sangue? Sabe para que serve este parâmetro?

A homocisteína ocorre de forma natural no nosso organismo como parte do processo de metilação. É formada a partir da metionina, ingerida através da dieta, e é metabolizada através de duas vias: a remetilação (dependente de vitamina B12, ácido fólico e betaína) e a transulfuração (dependente de vitamina B6).

Como se pode prever, a deficiência de vitamina B12, ácido fólico, vitamina B6 e betaína (presente nos espinafres e beterraba…) conduz a um aumento das concentrações plasmáticas de homocisteína. Valores elevado de homocisteína têm sido cada vez mais associados a processos de doença e preditores do risco de doenças cardiovasculares,  alzheimer e osteoporose.

A homocisteína danifica as artérias pelo aumento de componentes inflamatórias. Para além disso, há um aumento do stress oxidativo, o que leva à oxidação do LDL colesterol.

Este aumento dos valores da homocisteína  interfere também com o metabolismo do colagénio, resultando na diminuição da resistência óssea e, a longo prazo, em osteoporose e fraturas ósseas.

Para além de défices nutricionais, outros factores podem também contribuir para o aumento dos valores de homocisteína, nomeadamente: determinadas medicações, ingestão excessiva de metionina, hábitos tabágicos e mutações genéticas.

Os valores da homocisteína podem ser facilmente medidos através de colheita de sangue e o tratamento, caso se verifiquem níveis elevados, passa por suplementação e/ ou acompanhamento nutricional especifico.

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